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Sapecado - A Conspiração no Sudoeste do Paraná - A Revolta de Francisco Beltrão - O Massacre

Autor: José Maria Valente
Páginas: 316 pgs.
Ano da Publicação: 2009
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 60,00

SINOPSE

A quem pertence a História? Aos vencedores ou à humanidade? Quem a escreve: os fatos ou os interesses? Se o tempo é realmente o senhor da razão, precisamos continuadamente buscar a verdade além das conveniências e das paixões. Afinal, a verdade não pode pertencer a alguns... ainda mais servi-los! Deve pertencer à sociedade para que possa tirar dela as lições necessárias para a posteridade.

 

Em relação ao Sudoeste paranaense, muito foi dito por muitos que nada viram e apenas repetem o que ouviram... cegos por seus interesses pessoais, defendem a verdade que lhes interessa. Esta repetição inescrupulosa de uma única versão comprometida com segmentos sociais específicos termina por consagrar a máxima: “A mentira repetida vira verdade”.

 

Lógico que os fatos históricos são essencialmente polissêmicos, ou seja, possibilitam inúmeras leituras, pois podem ser analisados dentro de multifacetados contextos e a partir de infinitas perspectivas. Mas é importante que as várias versões sejam apresentadas, comprovadas e analisadas. O tempo permite a isenção necessária para uma interpretação isenta de paixão, se é que algo que envolva o ser humano pode ser isento de paixão!

 

É importante ressaltar que em 1957 não existia imprensa escrita no sudoeste do Paraná. Ou seja, a história ficou desprovida de fontes e registros importantes. Existiam apenas duas emissoras de rádio, uma em Pato Branco e outra em Francisco Beltrão, como veículos de comunicação para uma comunidade – quase na sua totalidade – analfabeta.

 

A região sudoeste, desde o início de seu povoamento, teve o estigma de região conflituosa e violenta, palco de inúmeras e longas disputas de terras entre posseiros e grileiros.

 

Moysés Lupion, governador do estado do Paraná por duas gestões, 1946-1950 e 1955-1959, enfrentou diversos destes problemas por disputas de terras. Foi no seu segundo mandato que ocorreu a Revolta dos Posseiros e a dita República de Pato Branco (1957).

 

As companhias de terras, classificadas pela população como grileiras, devido às irregularidades dos títulos de propriedade que emitiam, e a população, cognominada de posseiros, foram os atores sociais que formaram as condições necessárias para a deflagração da violência. Personagens reais, como Bento Munhoz da Rocha, Ney Braga, Walter Pecoits, Josaphat Cleto, José Meger, Cid Camargo Prochno, Pinheiro Junior, Malucelli, João Luiz da Silva Motta e tantos outros atuaram e exerceram importante papel naquele momento histórico da formação do Paraná atual. E é neste cenário que se desenvolve um romance, também verídico, que tempera esta obra de forma empolgante.

 

Este livro é o registro romanceado de uma testemunha ocular que participou como ator principal de diversos momentos e presenciou tantos outros acontecidos em relação ao desbravamento do sudoeste paranaense. Teve acesso aos bastidores do poder e acompanhou o desenrolar da trama.

 

Fica a pergunta: a revolta acontecida em Francisco Beltrão, origem de todas as lutas havidas no Sudoeste do Paraná, foi proveitosa ou trouxe alguma utilidade à região?

 

Este livro é mais uma contribuição para a formação de uma massa crítica que passe a limpo e faça justiça àquele período da história. Leitor, chegue às suas próprias conclusões e respostas. Lembre-se: quem não pensa é pensado!

 

 

 

Anthony Leahy

 

 

Editor do Instituto Memória; Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e da Academia de Cultura de Curitiba; Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.