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Bolívia, Brasil e a Guerra do Gás

Autor: José Alexandre Altahyde Hage
Páginas: 224 pgs.
Ano da Publicação: 2007
Editora: Instituto Memória - Juruá Editora
Preço: R$ 49,90

SINOPSE

A razão que conduziu a criação do gasoduto Bolívia – Brasil, pelo Tratado de La Paz, de 1996, foi a crise energética no País que apontou no início da década de 1990. A afirmação dessa grande obra foi uma forma de o Brasil procurar renovar sua matriz energética por causa do ápice da crise em 2001, o “apagão”; e, além desse ponto, ela foi a maneira de o Brasil se aproximar politicamente da Bolívia. Fato, em princípio, de grande importância para a diplomacia brasileira na América Latina, reconhece o papel que a Republica Andina poderia ter no processo integrativo sob a liderança do Brasil. Na investigação, foi necessário averiguar que o impulso dessa integração física, pelo gás natural, pôde provocar problemas de segurança entre La Paz e Brasília, em virtude da instabilidade política por que passa a Bolívia em seu cotidiano histórico; por exemplo, a possível existência de grupos contestadores pela violência e de narcotráfico naquele país. Problema esse que põe em crise, além do relacionamento diplomático entre os dois Estados, o próprio projeto de renovação da matriz energética nacional. Averigua os motivos que levaram o Brasil a estimar o gasoduto Bolívia – Brasil e os resultados que essa empreitada teve é o objetivo deste trabalho.

CURRÍCULO DO AUTOR

José Alexandre Altahyde Hage - Concluiu curso de doutorado em Ciência Política, na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, (área de concentração em Relações Internacionais), com o projeto Gasoduto Bolívia, Brasil e a Guerra do Gás: As implicações Políticas do Intercâmbio Energético, sob orientação do Prof. Dr. Shiguenoli Miyamoto, concluído em 2006.
Efetuou curso de mestrado em Ciência Política na Unicamp, (concentração em Relações Internacionais), sob orientação do Prof. Dr. Shiguenoli Miyamoto e com dissertação intitulada As Relações entre Argentina e Brasil no Mercosul, concluído em 2001.  É graduado em Sociologia Política, com apresentação de monografia sobre sociologia brasileira que versa o desenvolvimento do pensamento social no século XX: A Escola do Recife na Obra de Gilberto Freyre. Graduado, em 1995, pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESP.

Atividade Profissional:
É Professor universitário das disciplinas Teoria das Relações Internacionais, Ciência Política e Geopolítica, desde fevereiro de 2002, no Centro Universitário Ibero-Americano-Unibero, São Paulo. Leciona também no curso de Relações Internacionais da Trevisan – Escola de Negócios, desde 2006.
É membro de grupo de pesquisa em Relações Internacionais, sob coordenação do Prof. Dr. Shiguenoli Miyamoto, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
É colaborador dos jornais Gazeta Mercantil, São Paulo, e Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro.

SUMÁRIO DA OBRA
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
  1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA
  2 A POSSÍVEL RESOLUÇÃO DO PROBLEMA
  3 O DESDOBRAMENTO DO PROBLEMA
  4 PLANO DESTE TRABALHO
CAPÍTULO 1 - O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E A ENERGIA
  1.1 O CONCEITO DE ESTRATÉGIA
  1.2 O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E O ESTADO
  1.3 A GEOPOLÍTICA ENERGÉTICA
  1.4 SEGURANÇA NACIONAL E ENERGIA
CAPÍTULO 2 - A ENERGIA COMO FATOR DE CONFLITO INTERNACIONAL
  2.1 CONFLITOS NO ÂMBITO GLOBAL
  2.2 A CRISE DA OPEP E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
  2.3 A RELAÇÃO DA CRISE COM A AMÉRICA LATINA
  2.4 MUDANÇAS NA POLÍTICA ENERGÉTICA LATINO- AMERICANA
CAPÍTULO 3 - POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA PARA BOLÍVIA E ENERGIA
  3.1 ANTECEDENTES HISTÓRICOS
  3.2 A BOLÍVIA NA ESTRATÉGIA E OS CONFLITOS
  3.3 POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA E INTEGRAÇÃO REGIONAL
  3.4 INTEGRAÇÃO REGIONAL E GÁS NATURAL NO BRASIL
CAPÍTULO 4 - BOLÍVIA, INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA E CRISE POLÍTICA
  4.1 O HISTÓRICO DA CRISE POLÍTICA BOLIVIANA
  4.2 A REEDIÇÃO DA CRISE POLÍTICA BOLIVIANA
  4.3 OS EFEITOS DA QUESTÃO BOLIVIANA NO BRASIL
  4.4 A CRISE BOLIVIANA NA INTEGRAÇÃO REGIONAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
  1 COMENTÁRIOS SOBRE A ESTRATÉGIA E O ESTADO
  2 A VULNERABILIDADE INTERNACIONAL DA ENERGIA
  3 AINDA A BOLÍVIA PARA O BRASIL
  4 BOLÍVIA MERECE ATENÇÃO
ANEXOS E TABELAS
ILUSTRAÇÕES
CRONOLOGIA DE BRASIL E BOLÍVIA