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Aqui... Curitiba

Autor: Curador: Fernando Nolasco
Páginas: 130 pgs.
Ano da Publicação: 2018
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 75,00

SINOPSE

APRESENTAÇÃO

 

CURITIBANICES!

Inicio, por respeito e devoção, pedindo a benção Maria Bueno, a Santa milagreira Curitibana! Aproveito para pedir o milagre de Curitiba não padecer diante do descaso descompromissado dos tempos modernos! Tempos descartáveis e sem alma e identidade!  Não deixemos nossa história virar descartável e a troquemos por absurdas “modinhas” descontextualizadas, desconexas, que levam a querer trocar nomes de bairros como Bigorilho por Champagnat... e sem falar no esdruxulo e ridículo do Batel Soho... e por aí vai! Papagaio “fala”, imita, mas não entende o que diz! Protege-nos santinha curitibana! Protege-nos de nós mesmos! Convoca Leminski, Emílio de Menezes, Dario Vellozo, Helena Kolody, Túlio Vargas e tantos outros curitibanos que se doaram pela cidade, e toca o coração dos incautos...  Polacos, uni-vos! Vamos reabrir as casas de tolerância da Otília, Dinorá, Uda, La Vie en Rose e Quatro Bicos... Podemos até a voltar correr com o fuque por dentro da galeria do Tijucas, na Boca Maldita...

Curitiba cresceu, tornou-se impessoal como toda cidade grande, é verdade, mas a verdadeira alma curitibana ainda pulsa escondida em cada pedra do Largo da Ordem, em cada Casa Polaca, em cada lambrequim sobrevivente... Ainda podemos tomar LeitE-QuentE (que dá dor de dentE no dentE da frentE da boca gentE), comer Vina, jogar Búrico (desejar má-sorte com fidusca...), brincar com a Setra, jogar Tique, jogar Bafo com as balas Zequinha... Ainda podemos pedir a Inhapa nas feiras e sair a procura de um Trubisko qualquer... Podemos acudir o Piá com Jojoca e ajustar o Foco para lermos melhor... Podemos usar o Bidê (porta pinico, que por sua vez tinha que ser branco esmaltado) e a Patente, principalmente após comer Rollmops, Capilé, Cuque e Barquilha...

Há quem diga ainda ver uns Piás de Bosta (ou de prédio) jogando uma Pelota com uns Guapecas nas Canchas do Campo do Poti na atual Praça 29 de março... Capaz! Apure piá! E as gurias de “chico”? Que vergonha... Melhor pegar o Penal e desenhar um Piá Pançudo no borrão, espalhando para todo o bairro que ele é um “Traíra desgranhento”comedor de Ranho... Podemos, até, fazer uma Sapecada no quintal numa noite de geada... parece até fogo de artifício...

Pára Piá! Pára Guria! Não dá nada!

Daí (tudo começa e termina com daí...)?

Vai saber se aquele vestido orna?

Deuzulivre!

Se duvidar, em um “footing” de final de tarde na Rua das Flores, encontraremos a Gilda (um trocado ou um beijo!), a Maria do Cavaquinho (e seu terrível cavaquinho-cassetete)... tomaremos um cafezinho “de pé” no “Alvoradinha” da Travessa Oliveira Belo, ainda com a pérgula (grelha de elefante), poderemos ir até o “Senadinho” e conferir o obituário na “Pedra da Gazeta”... Podemos até dar um “roskampeio” para flertar com as gurias comprando tecido... ou ir comprar nas Casa das Meias  (tel 6666) ou na Casa Feres (Grande por dentro e pequena por fora)... Quem sabe fazer umas compras nas lojas HM (do Rio Grande ao Grande Rio), escutar a Rádio Guairacá – a voz nativa da terra dos pinheirais! – fazer uma benzedura curativa com a Maria Polenta, e fugir dos apavorado dos beijos apaixonados da Gilda...  Podemos rir do “Zequinha enforcado”, “Zequinha assaltante” e do “Zequinha bêbado”, “Zequinha vagabundo”, correr do quebra-quebra generalizado da Guerra do Pente (o dia em que Curitiba explodiu!) e até lembrar-se de como “Chico Bosta” virou o “Barão da Merda”... Checaremos o horário no relógio de sol da Farmácia Stellfeld – Botica Alemã (a primeira de Curitiba) e caminharemos até a Rua do Jogo da Bola (atual Rua Cândido Lopes)...

É muita história, é muita vida vivida e convivida, não dá para não saber... e não dá para esquecer, e ficar inventando moda! Somos o que somos, fruto do nosso caminho histórico e sociológico, herança da luta dos nossos antepassados! Se abrirmos mão desta identidade, nada sobrará! Nada seremos! Ninguém respeita a quem não se respeita! Não podemos trocar a Cidade Sorriso pela Cidade Farmácia (acha farmácia atualmente...)! Afinal, só depende de cada um de nós mantermos Curitiba viva e presente nas nossas mentes e corações e na vida das novas gerações. Não queremos viver de passado, mas queremos – e precisamos – que o passado faça parte do nosso futuro!

 

Anthony Leahy

Editor do Instituto Memória Editora. Cidadão Honorário de Curitiba. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Autor de 13 obras sobre a história e crônicas curitibanas, inclusive o Dicionário de Curitibanês e Curitibanices.

 

SUMÁRIO

ROTEIRO 1 – DENILZE PAULA DA SILVA

ROTEIRO 2 – CLAUDIA GUTIERREZ SANTANA

ROTEIRO 3 – CLAUDIA ESPINOZA

ROTEIRO 4 – SUELI BAGLIOLI

ROTEIRO 5 – FERNANDO NOLASCO

REFERÊNCIAS

BIOGRAFIA