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MEMÓRIAS ESCRACHADAS

Autor: Berenice Reis Lessa
Páginas: 104 pgs.
Ano da Publicação: 2014
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 35,00

SINOPSE

Este é o relato de uma vida nada convencional.  Uma experiência que me dá a expectativa de proporcionar ao leitor, alguns momentos de descontração e de entretenimento.

Não tive a intenção de cultivar um gênero literário, simplesmente me propus a enfrentar o desafio: de um fato, veio a observação;  de uma conversa,  a reflexão; do casual,  a contextualização. Este foi o caminho que percorri para que fluíssem lembranças boas e engraçadas que compartilho com o leitor.

Assim, me vejo como escritora em vôo livre, sem compromisso com a forma. Descrevo a vida com liberdade, volto ao passado ou me situo no presente, indo e vindo, sem delimitar o espaço. Com isso, crio ou reinvento a minha própria história e a dos meus personagens.

Por diversas vezes vivi situações que me levaram a esboçar um conto ou apontamento de algumas reflexões. São fragmentos pinçados de vivências que têm como personagens pessoas próximas, meus familiares, amigos e anônimos.

 Selecionei e registrei os melhores momentos, os quais podem surpreender certos leitores que irão se identificar com as personagens. Este segredo é só nosso. Os nomes às escâncaras são fictícios, mas as personagens são reais e estão por aí... à minha volta.

Cresci ouvindo dizer que o homem para sentir-se completo, deve realizar três coisas: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. A árvore, já a plantei. Há uma enorme no pátio da Escola Municipal de Gameleira, no interior de Pernambuco, onde passei parte de minha infância.

Em certo 21 de setembro, dentre os meus colegas da turma de sete a nove anos de idade, fui escolhida pela minha professora, dona Delly, para fincar no solo, aquele broto de gameleira, filhote da espécie que emprestou nome à cidade.

Ao som do hino oficial, a cada estrofe entoada, as raízes eram cobertas pela pá de terra que cada criança jogava sobre elas, até desaparecerem por completo.

 

“Cavemos a terra, plantemos nossa árvore

Que amiga e bondosa ela sempre será.

Se um dia voltarmos pedindo-lhe abrigo,

Ou folhas ou frutos ela sempre dará.

 

Oh! Céu generoso nos regue esta planta

O sol de setembro lhe dê seu calor.

A terra que é boa, lhe firme as raízes

E tenham seus frutos frescura e sabor.”

 

Não fazia a menor ideia da importância daquele momento e o quê ele significava para a minha história de vida.

Filhos? Tive três gestações que me deram a esperança de quatro filhos, porém, apenas dois conseguiram ultrapassar o processo com vida: Rafael e Diogo, eles são a minha preciosa dádiva, a motivação do meu tempo de sorrir.

Finalmente cheguei à fronteira que dá acesso às prioridades no atendimento e sítios preferenciais. Não, eu não sou uma pessoa com deficiência, tampouco estou gestante, mas já conquistei direitos específicos como vagas nos estacionamentos dos shoppings, nas vias públicas, nos supermercados... Nos cinemas, com o dinheiro de uma entrada, compro duas, pela metade do preço. Tudo isto me serviu de alerta. Decidi, então, que estava na hora de escrever o meu livro antes que o Alzheimer me surpreenda.   

                              Berenice Reis Lessa