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O vampiro não lê jornal... Ah, é? A crítica de jornal na obra de Dalton Trevisan

Autor: Sueli de Jesus Monteiro
Páginas: 214 pgs.
Ano da Publicação: 2013
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 45,00

SINOPSE

O mesmo ponto, visto de outro ponto, muda o ponto. E pronto. Trevisan, transvisões, caleidoscópio que multiplica a mesma imagem em reflexão e refração para dizer o mesmo diferente, mas com tanta pertinácia que o modifica, pois o redimensiona. Sueli Monteiro estuda artefatos de linguagem e artifícios de criação, lê discursos (releituras) e no decurso confronta teses que revelam um escritor para o qual a vida é uma variedade de experiência em espiral, para cuja anatomia não há moldura, pois há o mal comum e o de cada um que se imbricam num conluio que os altera. Se vampiro não lesse jornal, como o escritor destilaria essa cachaça de sangue e pequenez (ou será tamanho?) que revela o ego humano e a experiência das frustrantes tentativas de relações? O valor da recepção é diferente da recepção do valor, logo os olhos de quem lê amoldam o valor do lido. Há quem veja em reticências a presença das ausências e nas ausências presentes os percalços reticentes. Daí os limites de escolhas e os escolhos da arbitrariedade. Se arbítrio é medida, quem mede revela a coisa, e a coisa desvelada passa a ser metro do árbitro, assim o horizonte de um se torna o limite do outro. Arte, porém, é desmedida, quer no percurso ou discurso, ainda que limitada na repetição da tese ou no espaço da página. E aquilo que parece nada é o tudo ofertado, ou melhor, arrancado da rotina corroída, que em Dalton Trevisan, quer o texto quer a vida, é caminho só de ida que se remonta em fragmentos do mesmo espelho quebrado.Juarez Poletto