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ESGOTADO - Vale do Ivaí

Autor: Braz Miranda de Sá
Páginas: 66 pgs.
Ano da Publicação: 2010
Editora: Instituto Memória
Preço: R$ 20,00

SINOPSE
VALE DO IVAÍ
Três Poetas assim se expressaram ao se referirem à sua terra: Gonçalves Dias, o poeta dos versos, em 1843, em sua “Canção do Exílio”, suplicou: “Minha terra tem palmeiras... Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” José de Alencar, o poeta da prosa, em 1865, em seu “Iracema”, nos descreveu: “Verdes mares bravios da minha terra natal onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”. E o terceiro – BRAZ MIRANDA DE SÁ - um poeta “pé-vermelho”, radicado nesta terra, de longa data, fez da prosa uma poesia e nos brinda com sua obra-maior “Vale do Ivaí”, lançada em sua primeira Edição em 1987.
O “Professor Braz” deixa sua emoção e sensibilidade aflorarem, transmitindo-nos a lembrança, o sabor e a saudade de uma época bonita, a época dos desbravadores – bravos e destemidos irmãos de todas as partes do Brasil e do mundo – que, vindo, aqui se fixaram para fazerem desta terra a sua terra, e deste chão o seu universo, onde pudessem, viver, sonhar... criar sua prole e serem felizes, na luta árdua do labor diuturno.
A obra está repleta de relatos de ações do dia-a-dia, sem se importar com quem as praticou, mostrando que o que aconteceu ao Pedro, poderia ter acontecido com o José e que a Maria não é mais feliz ou infeliz que a Joana, pois tudo o que uma viveu... se a outra não viveu, bem que poderia ter vivido... É uma história sem personagens, datas, ou lugares... é, por conseguinte, universal... Todos a poderíamos contar, dizendo algo assim: “Sabe, teve uma vez, que eu... lá na minha terra... nem me lembro quando...” 
E o relato, em forma de poesia, mostra que ninguém é dono da história... felizmente! Graças a Deus, para que ninguém se sinta menos agente ou sujeito da história deste rico quinhão que Deus plantou no Norte do Paraná; ou que esteja privado de passar pelas alegrias, peripécias, lutas, dificuldades, vitórias e realização do seu sonho: o sonho maior de ter vindo, se assentado, vivido e vencido e, ao final do contrato da vida, deixar a vez aos seus rebentos para que embatam novas lutas e obtenham suas vitórias.
A obra é assim: teve um início... entrementes... não um fim.
Qualquer um bem que poderia ser a CHIQUITA BACANA ou o ZÉ FOLGADO que, um dia, ao nos encontrarem numa das encruzilhadas da vida, poderiam nos dizer: “Venha, venha conosco, faça parte desta história! Embrenhe-se nas matas, fiquemos a pescar beira-rio, coloquemo-nos por sobre esta terra fecunda e por sob este sol e esta lua que nos acalenta e nos iluminam! Venha, mostre sua cara, venha fazer parte destas gravuras, aqui ainda há lugar para mais um!”
E, assim, com a experiência de quem aqui reside pelos últimos 60 anos, bem que também posso lhes contar: “Estão vendo, ali, naquela hora, eu também estava lá. Eu não apareço no desenho? Ah! Que pena! Talvez naquela hora estivesse atrás da árvore... colhendo café em outra rua... ou tivesse ido buscar mais algumas minhocas para uma bela pescaria... Mas isto não importa... eu estava lá... Vamos? Vamos recordar um pouco desta história? Vamos viver mais um cadinho dela?”
Artur Palú Filho
Membro fundador da Academia de Letras Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná.
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Sociólogo por natureza, sensivelmente interessado na formação humana (pela sua qualidade de professor dedicado), além da sua for­mação poética, Braz Miranda de Sá faz com propriedade a memó­ria da nossa região.
FAHED DAHER
Centro de Letras do Paraná e Academia de Letras José de Alencar – Curitiba/PR. Amigo de Braz Miranda de Sá, pelo que ele é e pelo que ele faz.